Eu sou fascinada pela natureza e curto demais fazer caminhadas por novas trilhas. Essa conexão com a vegetação, com a terra e os animais me dão a maior adrenalina. Eu sinto uma mistura de medinho do desconhecido, com sensações super prazerosas.
O cheiro da terra, o frescor da vegetação, os sons dos animais, a sensações do corpo em movimento, aquele cansaço gostoso. E aí que eu me recarrego de energia.
Mas tem uma coisa! Eu só encaro essas trilhas novas, depois de conhecer ao menos um pouquinho sobre o percurso. E como eu não tenho nenhuma noção espacial e zero habilidade com GPS, só me atrevo se tiver certeza de que vou estar acompanhada por um bom guia.
Então, é esse mesmo raciocínio que eu aplico e proponho para os meus pacientes que chegam até mim, ainda temerosos e desconfiados, e que vão começar sua jornada pelos caminhos ainda desconhecido da reabilitação.
Me coloco na situação de quem vai conduzir a jornada. De quem domina a tecnologia conhece cada etapa do percurso. Conduzo cada trecho mais difícil dando as mãos. Explico sobre as novas sensações, e dou a real sobre os momentos mais difíceis.
Reabilitar é isso! Ser parceiro por toda a jornada, saber direcionar e conduzir, motivar nos momentos difíceis, incentivar o paciente a enfrentar os pequenos desafios, e oferecer sensações prazerosas que reconectem.
Usar a tecnologia pode ser comparada ao GPS na trilha, o GPS é só uma ferramenta para você poder curtir a caminhada sem medo.
Raquel Munhoz, Fonoaudióloga Especialista em Audiologia Clínica e Responsável Técnica no Núcleo de Audiologia.
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