Não Faça Piadinhas. Seja Generoso, é Divertido!



Essa semana eu passei por uma situação em comum, em dois atendimentos muito diferentes, que me sensibilizou demais e me chamou a atenção. E por esse motivo eu vou compartilhar aqui com vocês.

A ideia não é expor essas pessoas, mas expor o que acontece com elas, quando você ou alguém que você conhece faz uma “brincadeira” com a dificuldade de ouvir, e te fazer refletir sobre esse seu péssimo comportamento.

Os dois, um rapaz bem jovem de 20 e poucos anos e ela uma mulher de 50 e poucos anos, cada uma à sua maneira, me contaram, muito emocionamos, chorando, sobre o seu sofrimento e angústia diária que eles passam. Eles são os motivos de piadinhas, por causa da surdez. E isso dentro de seu círculo de amizades, da família e até do trabalho.

Eles falaram muito sobre como se sentem diminuídos e impotentes, pela ridicularizarão da piadinha. Sobre como essa atitude diminui a importância deles os coloca à margem da comunicação.

Gente, o preconceito é atemporal, ele está mais relacionado ao comportamento do ser humano, com a sua “educação” de base, do que com um conceito, muitas vezes de cunho puramente político, que se tenta incutir na cabeça das pessoas e nos discursos. Hoje se fala tanto de empatia.

Eu falo isso porque o rapaz é ainda muito jovem e vive na era do “Politicamente correto”, da “diversidade” e da empatia e sofre ainda muito preconceito de seus amigos, dessa mesma geração.

Então o que é que nós como seres humanos, deveríamos fazer? Agir de forma humana. Simples assim.

Interrompa uma piada sem graça com a dificuldade do outro. Não seja conivente com a inconveniência de quem acha graça nisso.

Troque a piadinha sem graça e constrangedora, por um como posso te ajudar?

Inclua a pessoa com deficiência na sua conversa e no jogo, para que a brincadeira seja divertida pra todos.

Fale de perto, converse de frente, pausado e note como você pode chamar a atenção das pessoas. Vai ser divertido ajudar o seu próximo!

 

Raquel Munhoz, CRFa 2-5488
Fonoaudióloga Especialista em Audiologia Clínica pelo Cediau e Responsável Técnica no Núcleo de Audiologia
Título de Especialista em Audiologia pelo CFFa 2079-03