Uma Reflexão para Tempos Difíceis

 

Pausas deveriam ser feitas espontaneamente, para que pudéssemos parar e pensar, reservar um tempo para refletir e afinar nossos sentidos, ter novas ideias e melhores ideais, encontrar energia para criar e agir genuinamente com propósito e solidariedade.

Mas o mundo vinha girando rápido demais, para permitir pausas. … entramos num ciclo frenético, interminável, exigente.

Perdemos a percepção correta do tempo, deixamos de ter um ritmo, encurtamos os intervalos entre a inspiração e a expiração, aceleramos nossos batimentos e mudamos o nosso tom.

Os sons deixaram de ser harmônicos e deram espaço aos ruídos, as palavras ficaram secas e ríspidas, as relações distantes, mais frias.

Passamos a ser “seres desumanos”. Aí o “bicho” pegou, parou tudo e fez da pausa, uma parada obrigatória.

Agora será que teremos tempo?

Pedimos, oramos e agradecemos, simplesmente para que tenhamos mais um tempo.

Tempo para parar, pensar, repensar, refletir, recriar reinventar.
Tempo para falar e ouvir.
Tempo para sentir.
Tempo para temer a ausência e desejar mais presença.
Tempo para conversar, confessar e esperançar.
Tempo para agir como seres mais humanos.
Tempo para voltar a sorrir timidamente e seguir para um futuro ainda incerto e otalmente desconhecido.
Tempo para colorir a vida que ficou em preto e branco.

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Raquel Munhoz, CRFa 2-5488
Fonoaudióloga Especialista em Audiologia Clínica pelo Cediau e Responsável Técnica no Núcleo de Audiologia
Título de Especialista em Audiologia pelo CFFa 2079-03

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